Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 22/07/2020
A automedicação, no século XXI, tem acrescido gradativamente entre os brasileiros, tendo em vista a frequente pressão social e o imediatismo impostos pela sociedade contemporânea que contribuem para a ingestão de substâncias de modo indevido para atingir determinado objetivo. Contudo, a utilização desses tratamentos sem prescrição médica é algo arriscado que pode levar a algum distúrbio.
Primordialmente, como postula Maia e Albuquerque (2000) na atualidade - socialmente descrita como “Sociedade do Imediatismo”- há uma busca incessante dos indivíduos por uma boa imagem e a satisfação imediata. Decerto, essa cobrança psicológica por rendimento e produtividade - ter um excelente emprego, imóvel ou frequentar as melhores instituições de ensino- o mais rápido possível suscita a necessidade de medicamentos que colaborem para esse processo, assim como já citado pela jornalista Eliane Brum " Só dopados para continuar exaustos e correndo".
Todavia, certamente, o uso de fármacos sem orientação profissional é algo incorreto que pode acarretar alguma enfermidade ainda pior. Segundo, o doutor Drauzio Varella “a utilização de antibióticos demasiadamente pode facilitar o aumento da resistência bacteriana comprometendo a eficácia dos tratamentos já existentes”. Ademais, a dependência química, realidade que independe de classe social que pode levar ao óbito, como , por exemplo, o cantor Elvis Presley que faleceu de arritmia cardíaca pelo excesso de drogas em seu organismo. Logo, percebi-se que esse tipo de consumo é frequente, perigos e deve ser evitado a todo custo.
Em virtude disso para decremento desse infortúnio, o Ministério da Saúde deve proporcionar campanhas de assistência médica, como consulta a clínicos, psicólogos e psiquiatras, por meio midiático -emissoras televisivas, radiofônica, sociais e impressas. Espera- se, com isso, facilitar o acesso aos especialistas diante de uma sociedade que tanto acata ao imediatismo.