Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 26/07/2020

Na obra “Utopia” escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a automedicação apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do uso de medicamentos para alta performance, quanto da “autoconsulta” através da internet. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades no controle sobre medicamentos de alta performance, aos quais, jovens buscam intensamente doses mais fortes para se manterem ligados e ter um alto rendimento nos estudos e outras funções que desempenham no dia a dia, colocando muitas vezes, a sua saúde em risco. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal  de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar que a internet facilite a prática de consumir remédio por conta própria. Com a democratização do acesso ao conhecimento, se tornou mais simples se autodiagnosticar por meio do “Doutor Google”, bem como saber qual remédio tomar. Tendo em vista que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária permite a venda diversos medicamentos sem prescrição médica, é simples para a população adquirir um medicamento e fazer o uso deste de maneira inadequada, podendo sofrer com efeitos colaterais indesejados ou graves reações alérgicas. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a automedicação por meio da internet contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde por meio de mídias telesivas e digitais será revertido em conteúdos educativos a respeito da prática de seu automedicar, mostrando suas consequências e os perigos em torno dessa ação, visando a motivar a sociedade a repudiar a administração de remédios  sem o auxilio médico. Desse modo,amenizará, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da automedicação, e a coletividade alcançará a Utopia de More.

Na obra “Utopia”