Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 26/07/2020
O asco provocado pelos horrores da Segunda Guerra Mundial trouxe mudanças globais em nível de direitos humanos. Após tal acontecimento, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas, delineou garantias básicas aos cidadãos, como o direito à saúde. Todavia, Hodiernamente, a prática da automedicação impede que a população usufrua desse direito, seja devido à desinformação, seja em razão das complicações clínicas. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver a inercial problemática. Primordialmente, vale salientar o aviso dado por Paulo Freire, patrono da educação, que diz: “Se a educação não muda a sociedade, sem ela a sociedade tampouco muda. “ Entretanto, percebe-se que a realidade caminha na contramão do aviso e isso reflete na ausência de campanhas públicas de conscientização sobre o uso de medicamentos, que, por sua vez, ocasiona em uma população desinformada e sucessível à realização desse terrível ato. Faz-se mister, ainda, as complicações clínicas provocadas pela automedicação, desde temporárias até permanentes. Nessa perspectiva, o uso de antibióticos de forma incoerente, por exemplo, pode gerar a criação de superbactérias que necessitam de um tratamento mais rigoroso com o paciente e são mais letais. Confirmando isso, segundo o portal “isaude”, cerca de 20 mil brasileiros morrem anualmente em decorrência de se automedicar, demonstrando que o entrave em questão é de extrema urgência. Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para assolar a automedicação no Brasil. Para resolver esse impasse, uma ação viável será o Ministério da Saúde, por meio da construção de mais centros de saúde distribuídos pelo território nacional, promover a conscientização e um diagnóstico médico rápido e prático a todos os cidadãos. Assim, será diminuída a prática da automedicação de modo que traga para a realidade os direitos idealizados na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948.