Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 04/08/2020
No documentário “Take your pilles”, é retratada a narrativa dos jovens estadunidenses que usam remédios sem prescrição médica no intuito de aumentar sua performance escolar. No entanto, a realidade da população brasileira não é tão diferente da relatada no documentário. Devido à facilidade de acesso a medicamentos e a demora nos atendimentos médicos, a população consome um número exagerado de remédios por conta própria, oque acarreta em vícios e riscos para a saúde.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o livre a acesso de medicamentos Isentos de Prescrição nas farmácias, faz com que as pessoas se disponham de um remédio por qualquer mal estar. Segundo o site do G1, Automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros. Contudo, a dificuldade de conseguir um atendimento médico qualificado, para que possam ser orientados a fazer o tratamento corretamente, contribui para o aumento dessa prática.
Por conseguinte, as pessoas que fazem esse uso desnecessário de remédios se expõe a novos riscos de saúde, como a intoxicação, e podem desenvolver uma dependência da medicação. Segundo o médico oncologista Antônio Drauzio Varella, Todo remédio possui efeitos colaterais e, quando ingerido de forma incorreta, pode causar mais malefícios que benefícios ao organismo.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O ministério da saúde deve restringir a quantidade de medicamentos sem receita médica a ser vendido por pessoa nas farmácias, e aumentar a quantidade de remédios que precisam de prescrição para ser consumido, por meio de um projeto de lei a ser entregue na câmera de deputados. Como também, deve ampliar o atendimento médico qualificado no sistema único de saúde, para que as pessoas possam fazer o uso de um tratamento adequado ao seu problema de saúde. Dessa forma, pretende se ter uma sociedade mais saudável.