Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 14/08/2020

No documentário norte-americano “Take your pills”, exibe a realidade das pessoas, principalmente de jovens, que utilizam medicamentos estimulantes como a Ritalina e o Adderall para melhorar sua performance nos seus campos de atuação. Nessa lógica, a obra televisiva estimula a reflexão sobre os parâmetros da automedicação na realidade brasileira. Dessarte, a incessante busca por produtividade e o imediatismo vigorado na coletividade, corroboram como dilemas a serem debatidos no século XXI.       Tendo em vista esses aspectos, a competitividade e a alta demanda por resultados significativos levam as pessoas a exaustão e, muitas vezes, a usar drogas para compensá-la e conseguir expandir sua eficiência. Sob essa ótica, se automedicar tornou-se um hábito para o país segundo os dados fornecidos pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), em que 47% dos indivíduos se medicam uma vez por mês e 25% faz todo dia ou pelo menos uma vez por semana. Diante desse viés, esse progressivo abuso de substâncias de maneira errônea, agravam ainda mais a saúde do cidadão, intensificando os sintomas, além de contribuir para o surgimento das superbactérias, que por sua vez, tem uma alta resistência contra os antibióticos.

Ainda por cima, a ansiedade coadjuva para a precocidade dos indivíduos em alcançar todas as suas metas numa mesma proporcionalidade de tempo e espaço, sem cogitar nos entraves pósteros. Por conseguinte a isso, esse protótipo de conduta é reconhecido como “Cultura do imediatismo”. Dessa forma, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman difere o imediatismo e a educação como água e óleo, isto é, não há coerência entre os dois coeficientes pela sua heterogeneidade. Portanto, é fundamental a intervenção de órgãos hábeis para contornar esse dilema vivenciado no Brasil.

Dado o exposto, como síntese para o desenlace da automedicação, o Ministério da Saúde através das vias comunicativas deve criar uma rede de alerta “ Ajuda Médica”, para salientar a população dos riscos de tomar remédios sem a concepção de um profissional como a Ritalina e o Adderall mencionados em Take your pills e o seus efeitos nocivos, a fim de incitar a população ao uso adequado dos comprimidos. Além disso, é primordial que as Escolas por meio de palestras, realizem o Plan do Check Act (PDCA), mecanismo de ensino visado no planejamento, na execução, na verificação e na ação, para acabar com a ansiedade e essa exaustão que os personagens sentem, com o objetivo de remodelar os métodos que o corpo estudantil utiliza para a realização de atividades, facilitando as suas tomadas de decisões e extinguindo o imediatismo.