Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 09/08/2020

A seleção natural possibilita que vírus, bactérias e vermes se tornem resistentes aos medicamentos conhecidos na atualidade. Esse conceito de evolução foi, inicialmente, identificado por Charles Darwin, biólogo e evolucionista do século XIX. Nesse sentido, é possível afirmar que a automedicação, principalmente entre jovens, vem crescendo no Brasil. Isso se evidencia pelo hábito de não realizar consultas médicas e aumento das superbactérias.

Em primeiro lugar, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), menos de um quarto da população entre 15 e 30 anos não se automedica e procura ajuda profissional para se medicar. Sob esse aspecto, é perceptível que muitos jovens não reconhecem a necessidade de buscar orientação adequada, com profissionais capacitados, para evitar um dano maior ao seu próprio organismo. Dessa forma, infelizmente, essa cultura precisa ser revertida para garantir segurança aos próprios cidadãos que são adeptos a esse ato.

Além disso, segundo o que relatou Darwin, a presença de substâncias em um meio seleciona os indivíduos aptos a sobreviver e gerar descentes que também serão adaptados. Esse fato relaciona-se com o uso incorreto de fármacos, que proporciona o contato do parasita com medicamentos inadequados que poderá levá-lo a criar resistência aquela medicamento. É, pois, inadmissível que a sociedade não reconheça a importância do uso correto de remédios e opte por práticas que incertas.

Desse modo, é de suma necessidade diminuir uso de remédios sem prescrição no Brasil. O governo, portanto, deve alertar toda a população sobre os riscos desse hábito. Isso acontecerá por meio de campanhas realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com auxílio de médicos e enfermeiros para realizar palestras sobre as consequências da automedicação. Espera-se, com isso, que o percentual de jovens que utiliza fármacos sem orientação adequada venha diminuir .