Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 09/08/2020
A automedicação é uma prática bastante frequente entre os brasileiros, a participação da internet propicia as propagandas sensacionalistas que colaboram com o uso inadequado de remédios e a facilidade de se adquirir medicamentos, favorecendo a Cibercondria.
Primeiramente, é importante destacar que a legislação brasileira atua, no que se diz respeito a compra de medicamentos, possibilita um fácil acesso de remédios que muitas vezes necessitam de conselho médico. Segundo o site do Estadão,’ nas drogarias, a venda de fármacos subiu 42% em cinco anos’, estamos consumindo mais do que os outros países. Outrossim, a comodidade e a cultura fazem com que indivíduos optem pelas farmácias e comprem a droga do que procurar uma base de saúde, ademais, seu uso de forma incorreta pode acarretar em reações alérgicas, dependência e até levar à morte.
Outro fator existente é o interesse comercial das industrias farmacêuticas. Uma vez que o uso de remédios aumenta as propagandas sensacionalistas também, dando soluções a doenças fictícias e coadjuvando com a Cibercondria. Dessa maneira, o indivíduo se submete a esse marketing agressivo que é a associação da saúde com o uso de medicamentos, promovido pelo tripé formado pela indústria farmacêutica, agências de publicidade e empresas de comunicação, enganando o imaginário curativo da população brasileira.
Dado exposto, é necessário que o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação fortaleça o conhecimento sobre o uso correto dos medicamentos, com a finalidade de expor a população dos perigos da automedicação sem a consulta de uma especialista, para que assim, se construa barreiras conta a Cibercondria.