Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/08/2020
O documentário norte-americano “Take Your Pills” (tome suas pílulas), produzido em 2018 que mostra o grande público que faz uso de fármacos sem prescrição médica. Nesse sentido, no período contemporâneo, muitas pessoas utilizam remédios sem prescrição de algum especialista da saúde. Com isso, a legislação fragilizada devido à falta de fiscalização, bem como a ausência informacional da população contribuem para a manutenção de tal problemática. Logo hão de ser analisados tais fatores a fim de que se possa achar uma solução.
Em primeiro plano, vale citar, que a fragilização da lei, contribui para um caos que pode atingir uma proporção sem precedente. Nesse sentido, conforme o levantamento feito pelo ICTQ (Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade), 42% do lucro das principais corporações farmacêuticas do Brasil são provenientes de medicamentos vendidos sem receita médica. Nisso, observa-se como a ausência de fiscalização, vem permitindo que empresas de farmácia vendam produtos de maneira que seus consumidores fiquem sujeitos a uma possível danificação em sua saúde, visto que a grande maioria de tais mercadorias que são consumidas, não passaram pela verificação de um profissional da medicina. Paralelamente a esse problema na legislação, a falta de informação a respeito dos riscos que tal situação pode promover, também vem sendo uma questão recorrente. Conforme Stephen Hawking, o maior inimigo conhecimento não é a ignorância, mas sim a ilusão de ter conhecimento". De forma análoga a esse pensamento, percebe-se como essa carência informacional que fere a população traz uma visão ilusória de que o cidadão tem o controle e entendimento para cuidar de sua saúde, o que na maioria das vezes acaba resultando em uma reação ruim do organismo.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de se repensar sobre a automedicação realizada pelos cidadãos. Assim, cabe ao órgão governamental, realizar ações, através de fiscalização nas farmácias, com o objetivo de garantir a venda de produtos de maneira correta e legal, de acordo com a lei. Outrossim, cabe a MS - Ministério da Saúde - realizar, por meio de propagandas, ações que garantam o conhecimento da população a respeito dos males que tal problemática traz. Dessa forma, além de garantir uma diminuição nos casos, também permitirá que os indivíduos busquem se afastar de tais práticas.