Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 12/08/2020
“A diferença entre um remédio e um veneno está só na dosagem.” Essa frase de Paracelso, médico e físico suíço do século XVI, descreve, de forma bastante direta, a tênue linha que separa as duas faces que um remédio pode apresentar. Hodiernamente, no Brasil, consegue-se perceber que essa situação esta conectada com a automedicação. Pode-se citar como causa desse cenário a influência virtual e o interesse das empresas farmacêuticas. Dessarte, esse quadro exige ações mais eficazes das instituições envolvidas, a fim de assegurar a solução desse panorama.
De acordo com o físico britânico, Stephen Hawking, “O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas sim a ilusão de ter conhecimento”. Esse nefasto paradigma atesta, sobretudo, a confiança da população em sites na internet que falam sobre seus sintomas e medicações a serem tomadas, ao invés de um médico especializado. Certamente, hoje em dia, nem tudo que é encontrado na internet é real, e pode causar problemas maiores, que podem ser evidenciados pelos dados da OMS, que deixam claro que as intoxicações pela automedicação representam dez por cento das internações hospitalares. Logo, é fundamental que a população desenvolva conscientização sobre o que pode ser considerado confiável nas mídias.
Segundo o sociólogo Theodor Adorno, ao sistema capitalista, o homem interessa tão somente quanto consumidor, reduzindo, assim, a humanidade na indústria de consumo, o que evidencia a falta de interesse no bem estar do consumidor por parte das farmácias. Paralelamente, a compra desses remédios citados na internet é de grande beneficio das empresas farmacêuticas, visto que conforme o levantamento feito pelo ICTQ (Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade), 42% do lucro das principais corporações farmacêuticas do Brasil é proveniente de medicamentos vendidos sem receita médica. Diante desse quadro, não se pode adiar a preocupação dos órgãos governamentais em ajudar esses indivíduos.
Dessa forma, verifica-se que o debate a cerca da automedicação no Brasil é imprescindível para uma sociedade mais saudável. Nessa lógica, é imperativo que as pessoas comecem a se consultar com um médico especializado quando doentes, para assim ter certeza que o remédio que será recomendado é de qualidade e vai melhorar seus sintomas. Alem disso, cabe as indústrias farmacêuticas a priorização do bem estar de seus cliente ao invés da lucratividade, parando de comercializar medicamentos sem receita médica, visando reverter o preocupante cenário reiterado e, assim, melhorar a saúde de muitos que cometiam o erro de se automedicar.