Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 12/08/2020
‘‘Se persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado’’. Tal frase é altamente reforçada e divulgada nos meios midiáticos após propagandas de medicamentos, porém, trazem um certo equívoco. Atualmente, a automedicação tornou-se frequente entre os cidadãos e, ao naturalizar essa fala, passa-se a sensação de que somente deve-se procurar ajuda profissional caso nenhuma opção tenha dado efeito.
Primeiramente, é importante salientar o papel do abandono do sistema público de saúde enquanto um dos causadores da problemática. Prova disso é que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50% dos remédios são vendidos de maneira indiscriminada. Dessa forma, esse público recorre aos medicamentos, muitas vezes sem prescrição médica, que oferecem um alto desempenho, para que assim, eles possam cumprir com o objetivo de agradar a todos que os acompanham.
De acordo com a Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas (Abifarma), a automedicação é responsável por cerca de 20 mil mortes anualmente no país. Outroassim, a ausência de conhecimentos a respeito da automedicação e de seus possíveis malefícios a vitalidade humana contribui para o perpetuamento do quadro heterogêneo. Por consequência, essa ação contribui diretamente para o aumento dos problemas relacionados ao bem-estar da população.
Faz-se mais do que necessário, portanto, elaborar formas de denunciar os perigos da automedicação. O ministério da saúde tem a responsabilidade de promover o bem estar populacional, aprimorando o sistema único de saúde (SUS), por meio do melhoramento das estruturas físicas de atendimento, além da contratação de mais profissionais da saúde, a fim de atender todas as solicitações dos pacientes com o objetivo de reduzir a automedicação. Além disso, a Anvisa deve potencializar a fiscalização em comércios farmacêuticos, para que seja dificultada a venda de medicamentos sem receituário médico.