Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/08/2020
“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo o filósofo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa o da própria existência.Entretanto, percebe-se que a saúde é um dos principais fatores para atingirmos o bem-estar populacional, sendo ameaçada pela pratica recorrente no Brasil atual, a automedicação .Essa realidade se deve, essencialmente, a falta de acesso a serviços públicos de saúde e a ascensão da internet.
Sob a perspectiva da filósofa alemã Hannah Arendt, “A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”.De forma análoga a esse pensamento, é dever do Estado prover um sistema público de saúde de qualidade. Porém, evidente-se que ocorre a ineficiência governamental, a ausência de profissionais e equipamentos necessários para o atendimento, resulta em longas filas de espera em hospitais e postos de saúde, tornando-se comum a falta de um diagnostico médico na população.Em decorrência da dificuldade de acesso a serviços públicos, os cidadãos optam pela automedicação afim de aliviar as suas dores, que pode futuramente deixar de ser um consumo esporádico e se tornar um vicio.
De acordo com físico alemão Albert Einstein, “Se tornou aparentemente óbvio que nossa tecnologia excedeu nossa humanidade”. Nesse sentido, nota-se que a ascensão da internet no contexto hodierno, contribui para o acesso fácil a informações, principalmente no ramo da saúde. Assim, é corriqueiro que a população procure um diagnostico na internet de acordo com os seus sintomas ou exames e também ao ser diagnosticado com um problema de saúde, recorrer ao meio digital com a finalidade de aderir uma “segunda opinião” .Logo, em decorrência do diagnostico sem referências e precipitado, é comum a ingestão de medicamentos sem um atendimento medico juntamente com mudanças em tratamentos, ocasionamento uma piora nos sintomas e consequências sérias para o organismo.
Diante desse panorama, mostram-se necessárias medidas para combater a pratica da automedicação no Brasil. Logo, cabe ao Ministério da Economia destinar verbas maiores ao SUS e ao Ministério Publico Federal fiscalizar a sua eficiência por meio da inclusão de seu objetivo na base das Diretrizes Orçamentais, com o objetivo de aumentar a eficiência da saúde publica e posteriormente diminuir o risco de vicio em remédios consumidos sem diagnostico médico .Outrossim, compete ao Governo Federal incentivar a autoconsciência da população, por intermédio de campanhas de conscientização e a implantação de propagandas sobre os riscos de procurar diagnósticos online ,a fim de diminuir mudanças em tratamento sem a consulta de um especialista e a piora em sintomas mais comuns. Desse modo, o Brasil ira vivenciar um futuro mais próspero e saudável.