Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 11/08/2020

Embora a Constituição Federal de 1988 assegure que todo cidadão brasileiro possui o direito à saúde e ao bem-estar, percebe-se que, na atual realidade brasileira, não há o cumprimento desta garantia, visto que, a automedicação na sociedade está crescendo progressivamente. Esse problema acontece principalmente por conta da não explicitação dos efeitos colaterais dos medicamentos nas propagandas, e do “embelezamento” imposto pela mídia nos anúncios de remédios.

Primordialmente, é fulcral pontuar que de acordo com a  Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas, cerca de 19 mil pessoas morrem no Brasil anualmente decorrente de intoxicação por medicamentos. Paralelamente, segundo o pensamento Durkheimiano, “o ser é aquilo que a sociedade faz dele”, ou seja, uma sociedade que observa todos os dias na televisão propagandas que só mostram o lado bom dos remédios, consequentemente pensa que o uso de medicamentos só traz benefícios. Porém, a morte de 19 mil pessoas não parecer ser  benefício para ninguém.

Analogamente, as consequências do uso indiscriminado de medicamentos vão de problemas à curto prazo até a facilitação na prática do suicídio. Segundo o site Drauzio Varella, medicamentos usados sem acompanhamento médico podem causar até mesmo - em caso do uso de antibiótico - a resistência de bactérias, invalidando assim, a ação do medicamento. Diante dos fatos, pode-se observar que , a liberação de medicamentos é usada como forma de não precisar ir no médico toda vez que alguma dor surgir, porém , os mesmos acabam sendo usados em excesso , prejudicando assim , a qualidade de vida.

Portanto, é de suma importância a atuação do governo para tentar mitigar esse empecilho. Para que a automedicação no Brasil se torne mais branda, urge que o Ministério da Saúde, juntamente com a mídia, façam com que a população se conscientize sobre as mazelas da utilização de medicamentos sem orientação médica ou farmacêutica, por meio de propagandas conscientizantes e postos de dúvidas espalhados por pontos da cidade, visando um maior alcance de informações. Só assim os direitos assegurados pela Constituição serão postos em práticas na sociedade.