Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/08/2020

O hábito de automedicar-se pode provocar danos à saúde e também mascarar sintomas de doenças mais graves. O Brasil assume a quinta posição na listagem mundial de consumo de medicamentos, estando em primeiro lugar na América Latina e ocupando o nono lugar no mercado mundial em volume financeiro. O automedicamento é muito visível na sociedade brasileira e vem comprometendo o bem-estar da população. Tal panorama ocorre ora em função do fácil acesso a informações na internet, ora pela fácil aquisição de remédios sem prescrições médicas. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa controla-los.

Hodiernamente, com a internet praticamente universal, ao pesquisar na rede um termo, sintoma ou doença existe a chance de ficar mais confuso do que informado. É necessário ressaltar que 40% da população brasileira aplicam autodiagnósticos médicos pelo google, de acordo com dados do Instituto de ciências e tecnologia de qualidade (ICTQ). Ocasionalmente, muitos impactos são causados e assim retardam o verdadeiro diagnóstico, fazendo com que a saúde do indivíduo esteja em risco. É necessário que a sociedade se conscientize que tais ações são perigosas e que podem desencadear diversos problemas, tendo como a alternativa correta procurar um profissional.

A venda de medicamentos sem prescrições médicas é muito vista na sociedade brasileira, sendo considerado ilegal no país, tais ações resultam não só em multas, mas também em prisão. O uso de medicamentos sem necessidade ou até mesmo, sem um diagnóstico correto, pode não só mascarar possíveis doenças, mas também auxiliar no desenvolvimento de superbactérias, danificar órgãos, aumentar o risco de hemorragias e provocar diversos efeitos colaterais. É preciso de uma forte fiscalização em farmácias, para que vejam se os indivíduos que trabalham nessa área sempre solicitam as receitas requisitadas pelos profissionais da saúde.

Urge, portanto que medidas sejam tomadas para se solucionar a questão da automedicação no Brasil. O Ministério da Saúde, por meio das mídias televisivas e das mídias sociais, deve veicular conteúdos educativos a respeito da prática de se automedicar, mostrando suas consequências e os perigos em torno dessa ação, visando a motivar a sociedade a repudiar a administração de remédios sem o auxílio médico. Cabe também ao governo, criar uma maior fiscalização nas farmácias, para que assim a venda ilegal de remédios seja diminuída. Dessa forma, o problema pode ser contornado e a população se conscientizará.