Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 11/08/2020

No documentário americano Take Your Pills é retratado diversas pessoas, especialmente jovens, que utilizam de medicamentos para aumentar o desempenho em suas áreas de atuação. Entretanto, essa realidade não se contrasta da brasileira, com o uso inadequado de medicamentos, devido à busca por melhores resultados e a necessidade constante de efeitos imediatos, a cultura da automedicação passa a ser um desafio no Brasil.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a procura por bons rendimentos acadêmicos, é a maior motivação para os estudantes fazerem o uso de fármacos. Como exemplo, a série Modern Family, em um de seus episódios, mostra uma das protagonistas fazendo o uso de psicoestimulantes para conseguir continuar os estudos ininterruptamente e sem exaustão. Nesse sentido, as “drogas da inteligência” conseguem disponibilizar em curto prazo a sensação instantânea de euforia e disposição, o que ocasiona em uma busca constante por essas medicações.

Outrossim, na busca pelo imediatismo, não é pensada nas consequências e nos impactos negativos do uso indiscriminado desses remédios. Tal como é ilustrado no filme Batimentos, criado para o Conselho Federal de Farmácia, em que o uso contínuo de medicamentos sem prescrição médica gera diversas anomalias, como problemas cardíacos e intoxicação. Desse modo, esses usuários, além de sentirem cansaço após a eliminação da medicação pelo organismo, estarão sujeitos, posteriormente, ao desenvolvimento de graves enfermidades.

Por tudo isso, cabe ao Ministério da Saúde, que tem por função social garantir os direitos nessa área, em parceria com o Ministério da Educação, criar uma campanha de conscientização nas escolas e universidades, por meio de palestras com especialistas renomados, como Dr. Drauzio Varella, a fim de atenuar as adversidades geradas pela automedicação e assim assegurar o bem-estar de todos os brasileiros.