Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/08/2020
A liquidez do tempo, definida por Bauman, identifica nos cidadãos brasileiros a necessidade de otimizar o tempo e viver num fluxo intenso. Com isso em mente, cabe o debate sobre a automedicação, algo que vem se tornando frequente na vida das pessoas, e pode ser explicado pelo deficitário sistema de saúde e pela facilidade de acesso a informações.
Define-se como automedicação o ato de ingerir remédios sem consultar um especialista para garantir qual a melhor forma de tratar os sintomas apresentados. É algo que mais de 75% dos brasileiros praticam, índices extremamente preocupantes quando aliado ao fato de o sistema de saúde brasileiro possuir extrema dificuldade em prestar auxílio aos pacientes, visto que em média 819 pessoas morrem nas filas ou por motivos que poderiam ser evitados.
A humanidade produz um grande volume de informações de maneira cada vez mais rápida e diversa. Porém apesar da tentativa de muitos médicos e farmacêuticos ainda existe uma grande dificuldade em saber a veracidade dessas informações, que acabam influenciando milhões de pessoas, levando-as ao uso inadequado de medicamentos, que mata 20 mil brasileiros por ano e deixa muitos outros em situação de risco.
Sabe-se que a automedicação pode acarretar no indevido tratamento de sintomas, porém existem ações a serem tomadas para que esse cenário não seja uma realidade cada vez mais difundida entre os jovens. Como um incentivo fiscal por meio do ministério da saúde para empresas tomarem o controle de hospitais necessitados. Também um conjunto de palestras disponibilizadas pelo ministério da educação junto do ministério da saúde com o objetivo de conscientizar a população sobre notícias falsas. Para assim evitar a morte de muitos brasileiros e construir uma população mais saudável.