Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 12/08/2020

Conforme identificado pelo site G1, o Brasil é o campeão mundial no uso de fármacos sem prescrição médica, sendo uma prática comum a, praticamente, 90% da população. A partir do dado apresentado, é possível discutir sobre a automedicação, uma vez que o aumento desse fenômeno está se tornando cada vez mais comum no país e no mundo. Diante dessa perspectiva, a falsa sensação de sabedoria e o padrão de beleza imposto pela sociedade são fatores que agravam tal situação.

Muitos brasileiros já assumiram que praticam a automedicação, alegando que dores de cabeça, febre e resfriado são os sintomas mais comuns que os levam a tomarem remédios por conta própria. “O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas sim a ilusão de ter conhecimento”. Na citação proferida por Stephen Hawking, físico britânico, é exposto o perigo da falsa sensação do saber da vida de uma pessoa. Assim, é possível perceber que muitas pessoas se automedicam por terem a impressão de que possuem o conhecimento necessário para cometerem tal ato.

De acordo com os estudos feitos pela empresa especialista em pesquisa de consumo Nielsen Holding, o povo brasileiro é o que mais procura remédios para o emagrecimento dentre os países da América Latina. A pesquisa ainda mostra que a insatisfação dos brasileiros com o próprio corpo está acima da média mundial. Além disso, muitos profissionais da área da saúde afirmaram que, no país, a quantidade de pessoas que se automedicam com os emagrecedores é exorbitante. Consequentemente, é possível associar a pressão estética imposta pela sociedade à métodos desmedidos para o alcance do corpo perfeito, como o consumo de remédios sem prescrição médica.

Com o intuito de amenizar essa problemática, as escolas devem desenvolver e realizar debates na mídia, por meio da elaboração de projetos de pesquisa a fim de diminuir a banalização do tema. Também, as ONGs podem promover ações nas comunidades, por meio de campanhas e publicidades, com o objetivo de desmistificar a ideia de muitos sobre o “corpo ideal”. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora na conscientização da nação para obter uma sociedade cada vez mais preocupada com a saúde pública.