Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/08/2020
Há 90 anos, o cientista Alexander Fleming, descobriu o primeiro antibiótico do mundo, a penicilina. A descoberta desse medicamento foi um dos atos mais importantes para a medicina, e através disso milhares de vidas foram e continuam sendo salvas até hodierna. Entretanto, a automedicação nos mais diversos casos vem sendo causa de grande preocupação pelo uso irregular de remédios utilizados em razão do Brasil. Com isso, a falsa sensação de sabedoria, bem como a ausência informacional, frente a tal problemática corroboram para a manutenção da mesma.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que conforme identificado pelo site G1, o Brasil é o campeão mundial no uso de fármacos sem prescrição médica, sendo uma prática comum a, praticamente, 90% da população. Nesse sentido, evidencia-se que a maior parte dos medicamentos usados pelos brasileiros, seja tarja preta ou não, utiliza medicamentos sem saber qual é a dosagem correta e sem conhecimento sobre como pode agir em seu corpo. Sob esse viés, é possível reconhecer que parte da população observa exemplos que deram certo ao usar alguma droga, ou sofre de cibercondria, levando ao uso de algo em específico por artigos da internet. Contudo, existe uma minoria que não leva em conta influencias externas e discute com o arredor sobre, tentando educar. Desse modo, políticas públicas eficazes tornariam possível o acesso de toda a população a estas informações, não mais as expondo ao risco.
Não obstante aos fatos supracitados, o documentário “Take Your Pills” (tome suas pílulas) é um documentário norte-americano produzido em 2018 que mostra o grande público que faz uso de fármacos sem prescrição médica. Dessa forma, notam-se a priorização usar remédios sem eficácia comprovada pelo seu corpo pela maior parte da sociedade, em vez de tratar a situação com a real importância, sendo que uso destes são a causa de milhares de mortes e intoxicações por ano. Em contradição, existem alguns grupos que tratam de modo meticuloso e responsável a medicação acompanhada de profissionais da saúde.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de uma resolução em razão das problemáticas relacionadas à automedicação no século XXI. Assim, desde que haja uma ação do Ministério dos direitos humanos, será possível amenizar o problema em questão por meio de proibir a utilização e venda de medicamentos com alto teor de perigo à saúde pública. Outrossim, compete às ONGs juntamente com a mídia expor os danos que podem ser causados pelo uso indevido de fármacos e promover campanhas de conscientização. Como resultado dessa perspectiva, poder-se-ía amenizar as os problemas que acometem usuários sem prescrição.