Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/08/2020

A partir de 2019, na série “Euphoria”, é retratada a jornada da protagonista Rue uma adolescente que sofre de doenças mentais desde criança, por isso procura uma forma de escapar à realidade por meio de medicações. Fora da ficção, percebe-se que o cenário de uso inadequado de medicamentos se assemelha ao contexto hodierno do Brasil, visto que os efeitos do consumo de remédios sem prescrição médica vêm causando diversos impactos na população brasileira. Nessa perspectiva, torna-se evidente a falsa sensação de sabedoria e a grande Influência virtual.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho ao real conhecimento o enganoso estado de sapiência que deliberados fármacos oferecem. Isso pode ser explicado segundo o filosofo sul-coreano Byung-Chul Han, “Hoje o individuo se explora e acredita que isso é realização”. Como se pode ver, isso legitima a ideia que a utilização de estimulantes sem saber seus reais efeitos no corpo humano, no começo poderá ser vantajoso, mas com o passar do tempo trará consequências relacionadas com uso. Ou seja, a exacerbada utilização medicamentosa implica no modo de vida da pessoa que muitas vezes entra em um estado de dependência e vicio.

Outrossim, observa-se a vasta dominância dos meios de comunicação on-line nas decisões relacionadas com o consumo de narcóticos. De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman “As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha”. Assim, mostra-se que a população está muito tendenciada a seguir aquilo que lhes é proposto nas redes sociais, muitas vezes não se importando com os possíveis riscos. Então, a intensificação do consumo dos materiais sem a existência de uma veracidade comprovada, causam um malefício ao consumidor que frequentemente é manejado a cada vez mais ingerir o mesmo conteúdo sem confiança.

Em virtude do que foi mencionado, o combate ao uso inadequado de medicamentos citado inicialmente, a fim de acender a saúde e a conscientização nos habitantes, deve se tornar efetivo uma vez que a infiel impressão de conhecimento é nítida. Nesse contexto, cabe a mídia estimular a propaganda sobre o consumo de remédios, por meio da internet e o meio televisivo, visando o conhecimento da população sobre o assunto antes comentado.Ainda no que tange a capacidade de manipulação pelas vias cibernéticas, com a utilização do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação será possível amenizar o problema em questão por meio da potencialização de projetos virtuais para a verificação da procedência dos sites, assim tendo maior clareza nas pesquisas e nos resultados procurados em relação a medicamentos. Como resultado dessa nova perspectiva, poder-se-á ter uma redução no panorama de automedicação no Brasil.