Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 12/08/2020
De acordo com o CFF, 77% dos brasileiros tem o habito de se automedicar, e 57% dos entrevistados diz já ter alterado receita médica. Esse comportamento pode ter sérias consequências, e é um risco eminente à vida de quem o pratica, e, embora a informação estar disponível para todos, a população parece não busca-la ou ignora-la antes de tomar essa atitude, muitas vezes simplesmente presumindo uma verdade e no processo dificultando o trabalho do médico.
O ato de alterar a dosagem do medicamento receitado pode acarretar em diversos efeitos colaterais, dentre eles o agravamento do quadro, pois o remédio se torna ineficaz, e a alteração de diversos fatores do organismo que alteram o resultado de exames o que pode levar o médico a dar o diagnostico errado, também resultando na piora do paciente, além da intoxicação causada pelo consumo excessivo de remédios. Ao tirar conclusões por si, sem consultar um profissional o individuo assume um risco do qual, muitas vezes, nem está ciente.
Estatísticas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelam que os medicamentos respondem por 27% das intoxicações no Brasil, e 16% dos casos de morte por intoxicações são causados por medicamentos, mas esses casos raramente são noticiados, a mídia não dá atenção á esse problema, por isso á falta de conscientização do povo brasileiro é alarmante no que tange á automedicação, o que deixa a população ingênua e contribui para mais mortes.
Para combater esse comportamento e aumentar a eficiência do sistema de saúde o Governo Federal em parceria com a imprensa poderia promover o aumento do noticiamento de casos de intoxicação e outros quadros acarretados pela automedicação, aliado a isso uma campanha de conscientização sobre o tema deveria ser criada. Essas duas medidas juntas devem alertar e conscientizar a população a respeito da automedicação.