Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/08/2020

Segundo o Datafolha, atualmente, 77% da população brasileira promove a automedicação. Hoje, pela grande conectividade que a internet proporciona a troca de informações nos da a impressão de saber mais que qualquer um, inclusive do que profissionais médicos.  Por conta disso, muitas pessoas morrem por ano pelo uso incorreto dos medicamentos. Logo, a medicação sem uma prescrição médica está em alta pela falsa sensação de conhecimento e também pela influência da mídia na vida da população.

Primeiramente, observa-se que “O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas sim a ilusão de ter conhecimento”. Na frase proferida por Stephen Hawking, físico britânico, é exposto o perigo da falsa sensação do saber na vida de uma pessoa. Nesse sentido, a citação se relaciona a realidade uma vez que no mundo atual pessoas, mesmo que sem estudos, acham que sabem mais que outros por não terem senso crítico, acreditando em notícias e ensinamentos “médicos” falsos. Consequentemente, cada vez mais cidadãos deixam de se consultar e se automedicam pelas superstições da população. Logo, os números de mortes por intoxicação aumentarão prejudicando o PIB do país.

Outrossim, segundo Zygmunt Bauman, renomado sociólogo polonês, os comportamentos até então sólidos no passado estão cedendo espaço a uma época de volatilidade, consumismo e artificialidade. Tal fato nomeado de “modernidade líquida” ganhou grande impulso com a criação dos meios de comunicação e hoje é visto que grande parte da população acha que “se está na internet, é verdade”, ditado popular que explica a atual situação. Nesse sentido, pessoas se automedicam pelo que leem em sites e acabam por não perguntarem para algum profissional da área, podendo assim piorar a situação do indivíduo uma vez que “a diferença entre um remédio e um veneno está na dosagem”.

Para minimizar essa problemática, é necessário que o Ministério da Saúde promova auditorias, por meio de anúncios, para explicar às pessoas que é de enorme risco a automedicação, uma vez que os medicamentos trazem consequências gravíssimas ao serem usados de forma incorreta e em condições não indicadas. Além disso, é de extrema importância que o Governo, em parceria com a Mídia, crie sites para que o povo possa se consultar via internet com um médico formado, para que assim a população deixe de acreditar em fake news discernidas. Assim, será possivel alcançar uma sociedade mais consciente em relação à automedicação.