Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 12/08/2020
De acordo com a Lei 9.294/96, é liberada a propaganda de remédios categorizados pelo Ministério da Saúde como de melhora momentânea e de livre comércio, desde que sejam inseridos avisos quanto ao seu excesso.A automedicação é uma prática cada vez mais comum, sobretudo, em virtude da facilidade de acesso a informações na internet. Todavia, infelizmente, esse costume possui riscos extremamente sérios, visto que os medicamentos podem induzir inúmeros efeitos colaterais. Logo, medidas devem ser tomadas,a fim de que os remédios sejam usados de maneira mais consciente. Nesse âmbito, deve-se ressaltar que todos os fármacos possuem riscos, caso sejam utilizados de forma indevida. Entre os mais comuns, pode-se destacar dependência e a combinação inadequada, que pode anular ou potencializar o efeito de determinadas substâncias.
Outrossim, em casos mais graves, o hábito de usar remédios sem acompanhamento de um médico pode resultar em mortes. Conforme um estudo realizado pela Abifarma( Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas), no ano de 2006, cerca de 20 mil brasileiros morrem anualmente, devido a esse costume. Além disso,tais praticas podem levar a dependência do indivíduo,causando transtornos a sua saúde.Nesse sentido, é necessário conscientizar a população sobre os perigos da automedicação. Ademais, o consumo descontrolado de antibióticos está associado ao aparecimento de superbactérias. Esses seres estão cada vez mais resistentes aos medicamentos disponíveis e podem causar diversas doenças como diarreia, pneumonia e gonorreia. Segundo informações divulgadas pela Anvisa( Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no ano de 2012, foram quase 10 mil casos de enfermidades em decorrência de bactérias desse tipo. Dessa forma, é imprescindível que haja um maior controle sobre a venda e distribuição desses fármacos. Portanto, evidentemente, a automedicação é uma questão de saúde pública e, apesar de não haver soluções imediatas para resolver esse problema, providências precisam ser realizadas.
Desse modo, cabe ao Governo, em parceria com o Ministério da Saúde, atuar no combate desse hábito, por intermédio de campanhas realizadas por profissionais da saúde, nas escolas e nas residências, que possam explicar a população que remédios devem ser utilizados com a indicação de um médico e os riscos de se automedicar, com o propósito de conscientizar todos sobre essa questão. Além disso, também é dever do Governo Federal, controlar o fornecimento de antibióticos, por meio de uma lei que proíba a venda sem receitas e obrigue os farmacêuticos a fornecerem apenas a quantidade estipulada pelo médico, com o intuito de evitar abuso dessas substâncias e a distribuição para outras pessoas. Assim, a automedicação será um hábito cada vez menos recorrente.