Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/08/2020
De acordo com Paracelso, médico e físico suíço do século XVI, ¨ A diferença entre um remédio e um veneno está na dosagem ¨, essa frase descreve, de forma bastante direta, a tênue linha que separa as duas faces que um remédio pode apresentar. De modo que, desde muito tempo atrás e fortemente nos dias atuais, a sociedade passa por problemas como crescimento de mortes e doenças pelo mau uso de remédios, que é gerada pela automedicação descuidada. Com isso, a ausência informacional e a influência virtual, são motivos que, frente a tal problemática, corroboram para a manutenção dessa situação delicada.
Segundo o site Datafolha, mais da metade dos brasileiros se automedicaram (57%) mesmo tendo uma prescrição médica, nessa linha de raciocínio, muitas vezes após receber indicações seguras, muitos indivíduos ainda não a seguem, tomando o remédio fora dos horários e dias indicados, sem saber o quão grave isso é. Sendo assim, o problema que seria um organismo bacteriano, após ingerir antibiótico de forma irresponsável e fora das indicações adequadas, facilita o aumento da resistência bacteriana, comprometendo a eficácia do tratamento e o organismo se torna uma superbactéria perigosa.
Ademais, é importante ressaltar a descuidada influencia virtual como um promotor desse problema. Segundo Stephen Hawking, físico britânico, “O maior inimigo conhecimento não é a ignorância, mas sim a ilusão de ter conhecimento”. Dessa forma, nota-se, que tirar conclusões e diagnósticos precipitados pela internet, uma fonte que serve como um lugar para deixar informações e não diagnósticos médicos, levam a automedicação como forma de tratamento individual, porém, se de forma descuidada e desorientada, causa problemas sérios como desenvolvimento de maiores doenças que podem levar a morte.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de melhor conhecimento sobre automedicação, para melhor saúde da população. Assim, cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas através de anúncios online e nas ruas, com informações rápidas, porém necessárias sobre os perigos da automedicação, e caso necessário se auto remediar, que seja de forma segura. Outrossim, compete ao Governo disponibilizar nas cidades aplicativos informacionais gratuitos, onde os moradores de cada cidade têm contato com médicos locais para tirar dúvidas e garantir conclusões seguras de remédios, se caso não for possível ir a um posto de saúde. Dessa forma, será possível construir uma sociedade mais preocupada com a saúde que se automedica de forma consciente e segura, garantindo assim um declínio no número de morte causada pela automedicação descuidada.