Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/08/2020

Na série norte-americana ´´DR. House´´ retrata-se frequentemente o dilema da automedicação. Nos diagnósticos desenvolvidos por House, a maior parte deles apresenta o uso inadequado de algum medicamento que agravou a doença do paciente. Porém, são perceptíveis, fora da ficção o uso de remédios sem prescrição medica e a dependência que ela causa e o alivio rápido de problemas.

Em primeiro plano, vale destacar que de acordo com o Ministério da Saúde, nos últimos anos, quase 60 mil casos de internações por automedicação foram registrados no país. As pessoas utilizam os medicamentos sem receita por vários motivos, tais como a dificuldade e o custo de se conseguir uma opinião médica, o desespero e angústia desencadeados por sintomas ou pela possibilidade de se adquirir uma doença. Ademais, as redes de comunicações, como a internet, por um lado é uma fonte de pesquisa rápida e eficaz para aqueles que estão no desespero e acabam fazendo a automedicação.

Em segunda análise, é importante ressaltar a falta de responsabilidade da vigilância sanitária, com as farmácias que vendem remédios sem prescrição médica, que não a regulamentação nem indicação, com isso pode acabar gerando um vício para o usuário, além do mais, pode gerar problemas de saúde.

Por tanto, fica evidente que a Vigilância Sanitária deveria ser mais rígida na questão de medicações sem receita e também cabe a mídia ressaltar mais sobre as consequências da automedicação que podem causar ao indivíduo e a importância da prescrição medica e se consultar com um profissional da Saúde. Além disso, cabe aos seres humanos preservarem a vida agindo corretamente em relação à medicamentos, sabendo que um simples remédio de dor de cabeça ou gripe, podem causar efeitos colaterais.