Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 12/08/2020

A automedicação é a prática de ingerir medicamentos sem o aconselhamento ou o acompanhamento de um profissional de saúde qualificado, que pode levar à inúmeras complicações de saúde e em alguns casos até a morte. Mesmo tendo isso em mente, muitos brasileiros continuam a ingerir medicamentos por conta e risco. A partir dessa perspectiva, é possível identificar como causas para a problemática em questão a falsa sensação de sabedoria vinda dos cidadãos e a legislação fragilizada pela falta de fiscalização por parte do Estado.

Em primeiro plano, ´´O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas a ilusão do conhecimento´´. A frase do físico Stephen Hawking pode ser relacionada ao contexto da automedicação, pois vários indivíduos ingerem entorpecentes por conta própria para se livrarem de alguma dor sem ao menos estudar o assunto ou sem ler a bula dos remédios. Casos assim podem desencadear o agravamento da doença ou até mesmo na morte do usuário. Assim, é possível observar a necessidade de medidas que possam resolver esse impasse.

Além disso, outro motivo para a automedicação continuar prosperando no Brasil é a falta de fiscalização pública em relação à prescrição dos remédios. Afinal, de acordo com pesquisa do CRF-SP, 70% dos balconistas de farmácia vendem antibióticos e anti-inflamatórios para a população sem aprovação médica. Nesse sentido, torna-se evidente a falta de preocupação por parte dos órgãos de fiscalização governamentais em relação à venda de medicamentos, uma vez que o cidadão comum pode conseguir entorpecentes os quais ele não deveria obter com facilidade, uma vez que a deturpação dos valores éticos por conta dos farmacêuticos é uma realidade. Assim, são necessárias medidas vindas do governo para resolver esse problema.

A partir dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Ministério da Cidadania – Responsável, entre outros, pelo acesso à cultura - faça campanhas de conscientização sobre a automedicação, em forma de comerciais com o intuito de alertar a população sobre os perigos da automedicação. Da mesma forma, é dever do Estado fiscalizar a venda de remédios sem prescrição, a partir da criação de projetos de leis eficientes que visam reforçar a necessidade de aprovações médicas para a compra de medicamentos, para que os balconistas não consigam vender certos tipos de entorpecentes sem prescrições de profissionais da saúde. Assim, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, a questão da automedicação no Brasil.