Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/08/2020

’’ A diferença entre um remédio e um veneno está só na dosagem’’. Essa frase de Paracelso, médico e físico suíço do século XVI, descreve, de forma bastante direta, a tênue linha que separa as duas faces que um medicamento pode apresentar. Sob esse viés, nota-se que no Brasil hodierno, a automedicação tem tomado medidas alarmantes no meio social, tendo como uma das suas principais causas, a influência virtual e a falsa sensação de sabedoria. Assim, hão de ser analisados tais fatores, afim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

Em primeiro plano, vale destacar que, o avanço da tecnologia tem proporcionado inúmeros benefícios para a humanidade em diversas áreas. Porém, a população criou uma certa dependência de tais recursos inovadores, levando a influência virtual em relação ao consumo de medicamentos. Com isso, a medicação por conta própria tornou-se um dos exemplos de uso indevido de remédios, considerado um problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (SINTOX), em 2003, os medicamentos foram responsáveis por 28% de todas as notificações de intoxicação. Dessa forma, o uso de fármacos de maneira incorreta ou irracional pode trazer, ainda, consequências como: reações alérgicas, dependência e até a morte.

Outrossim, é a falsa sensação de sabedoria que a sociedade possui, em relação ao consumo de drogas lícitas. Conforme a citação proferida pelo físico britânico, Stephen Hawking, ‘‘O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas sim a ilusão de ter conhecimento’’, é exposto o perigo da falsa impressão do saber na vida de uma pessoa. Nesse sentido, o uso de remédios é visto como uma solução imediata para aliviar sintomas como dores e mal-estar, sendo o efeito de tais substâncias, subestimada pelos indivíduos, de tal foma que alastre informações errôneas no meio social. Assim, a automedicação é, hoje, uma prática comum entre os brasileiros, podendo causar graves danos ao organismo.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de repensar nos efeitos lamentáveis que o uso de medicamentos de forma incorreta, acarreta na população brasileira. Dessa maneira, cabe ao Governo promover promoções ao uso de vacinas, por meio de recursos governamentais, a fim de que ocorra uma alternativa ao uso de antibióticos. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde providenciar campanhas de conscientização, mediante a ações publicitárias, visando uma sociedade mais consciente acerca do uso de fármacos. Posto isso, será amenizado tais problemáticas vivenciadas em meio a esse cenário conflituoso.