Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 12/08/2020
A série ´´Sob Pressão´´, exibida pela Rede Globo, é retratado a rotina exaustiva de médicos emergencistas, dentre eles, Evandro, que realiza automedicação para seus transtornos de ansiedade, por meio de um medicamento tarja preta. Diante disso, no hodierno cenário brasileiro, grande parte da população realiza a automedicação. Isso ocorre, ora pela influência virtual, ora pela falsa sensação de sabedoria. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquida-los de maneira eficaz.
A princípio, é licito destacar que as mídias possuem considerável influência nos meios socais. Isso posto, para o sociólogo Foucault, as relações de poder são exercidas a partir de seus mecanismos ideológicos e atuam como uma força, que coage, disciplina e controla as pessoas.A partir disso, é indubitável que a influência digital configura a automedicação por parte dos indivíduos, por meio de publicidades, juntamente com influenciadores, através das plataformas digitais- Instagram,Youtube- existentes. Nesse viés, como consequência do supracitado, o uso de medicamentos de forma incorreta pode acarretar doenças mais graves em um futuro próximo.
Ademais, vale postular que a falta de informação leva os cidadãos a cometerem algumas ações incoerentes, trazendo graves resultados. Por conseguinte, de acordo com Stephen Hawking, físico britânico, o maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas sim a ilusão de ter conhecimento, na citação proferida, é exposto o perigo da falsa sensação do saber na vida de uma pessoa. Conquanto, grande parte da população brasileira utiliza da sabedoria existente, e sem prescrições médicas ingere medicamentos que existem na própria casa,podendo acarretar em efeitos colaterais negativos. A luz dessa perspectiva, é fundamental que haja maior restrição na venda de medicamentos sem prescrição médicas, que não necessitam de receitas.
Por fim, diante dos desafios supramencionados é necessária a ação conjunta do Estado e da Sociedade para mitiga-los. Nesse âmbito, cabe ao poder público, na figura do Ministério Público, em parceria com a mídia nacional desenvolver campanhas de conscientização- por meio de cartilhas virtuais e curta metragens- a fim de orientar a população sobre os malefícios da automedicação e os riscos que pode acarretar na saúde. Por sua vez, as indústrias farmacêuticas devem colaborar com a restrição de vendas sem prescrições médicas, auxiliando na melhoria de casos de doenças ocasionadas pela automedicação.