Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/08/2020
Conforme identificado pelo site G1, o Brasil é o campeão mundial no uso de fármacos sem prescrição médica, sendo uma ação comum a, praticamente, 90% da população. Essa prática é um dos hábitos mais difundidos do mundo, trata-se de uma atividade corriqueira e de alto risco à saúde. Nessa perspectiva, é notória a existência desse impasse, visto que, os malefícios da ineficiência do Sistema Único de Saúde e o acesso informacional estão atrelados a problemática da automedicação. Com isso, medidas com o intuito de conscientizar a sociedade sobre ingestão correta das medicações para evitar futuros problemas de saúde devem ser tomadas.
Em primeiro plano, é necessário salientar que, a calamidade nos hospitais públicos, os quais possuem grandes filas, e acabam ocasionando a demora nos atendimentos juntamente com a falta de estrutura e de profissionais na área. Sem dúvidas, são fatores que, influenciam a sociedade a não buscar um especialista e optar pela automedicação. Assim, usando como critério histórias de amigos e parentes que tiveram os mesmos sintomas ou até mesmo pesquisando na internet. Em síntese, o uso dos fármacos sem prescrição médica pode resultar em consequências negativas, tais como, a dependência dos mesmos e intoxicações.
Estudos realizados pela London School of Economics and Political Science (LSE), mostram que 87% dos brasileiros buscam informações sobre a saúde na internet. No entanto, torna-se evidente que a simplicidade em obter conhecimento através das plataformas digitais está diretamente ligada a automedicação, o que resulta em consequências desagradáveis. Uma vez que, a ingestão de maneira inadequada pode causar efeitos colaterais indesejados. Por certo, é indubitável que, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária deve tomar providências. Visto que, é responsável pela permissão sobre a venda de grande parte dos fármacos sem prescrição médica.
Por conseguinte, torna-se claro, que medidas devem ser tomadas para abolir essa problemática presente no Brasil. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde juntamente com ajuda da mídia, realizar campanhas educacionais sobre o tema e divulgá-las em meios de comunicação mostrando as consequências causadas para quem pratica a automedicação. Além disso, O governo deve exercer investimentos nos leitos hospitalares com fim de reduzir o tempo de espera nos atendimentos. E assim, incentivando a sociedade a procurar profissionais adéquo para evitar problemas de saúde. Desse modo, haverá maior oportunidade de resolver esse impasse na sociedade.