Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/08/2020

Na série “Euphoria” é retratada a jornada de Rue, uma adolescente que, por sofrer de distúrbios psíquicos desde a infância, busca nos entorpecentes uma forma de escapismo. Entretanto, nota-se que esse cenário se faz muito presente na atualidade, constituindo um obstáculo para a questão do bem-estar público no Brasil. Tal questão ocorre, principalmente, por conta da dificuldade de acesso aos serviços públicos de saúde e da ausência de conhecimentos sobre os malefícios de determinados medicamentos sem recomendação  médica.

Primeiramente, é importante ressaltar que a precariedade de atendimento do setor de saúde é uma das principais causas de tal problemática. Segundo Tarcísio Palhano, acessor da diretoria do Conselho Federal,  a automedicação é um problema cultural ligado com a escassez de serviços públicos de saúde. Com isso, nota-se que a disponibilidade de recursos farmacêuticos envolve a orientação de funcionários relacionados com base lucro de seus padrões. Dessa forma, é possível identificar o caráter precário ligado com aspectos econômicos.

Em segundo plano, a ausência de conhecimentos sobre o uso de certos medicamentos agrava ainda mais a situação. Conforme pesquisa sobre o Comportamento da dor Paulista, realizada em 2014 pelo instituto de pesquisa de Hibou, o brasileiro da região sudeste é o que mais se automedica de forma indiscriminada e sem medo das possíveis consequências. No entanto, é válido reconhecer que tal prática não é recomendável e poderá trazer graves consequências para a vida de um indivíduo. De acordo com tal análise, se dá conta a extrema necessidade de alterações estruturais para reverter o caso.

Logo, com o intuito de amenizar a problemática, o Governo Federal, com instituição regulamentada da internet e propaganda, deve investir com prioridade na divulgação de noticiários que orientem os cidadãos sobre as consequências sobre o uso irracional de medicamentos. Já o Poder Público precisa investir em fiscalizações nos centros farmacêuticos sobre a indicação de medicamentos para os cidadãos que visem unicamente a venda da mercadoria anunciada. Desse modo, ter-se-á uma sociedade mais consciente em relação a automedicação.