Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 12/08/2020
Funcionando como a segunda lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que uma força suficiente atue sobre ele mudando de percurso, à automedicação é um problema que persiste na sociedade brasileira há alguns tempos. Com isso, ao invés de funcionar como força suficiente capaz de mudar o percurso deste problema, da permanência a extinção, a combinação de ser um aspecto cultural com a venda livre de medicamentos acabam por contribuirem com a situação atual.
Segundo os dados da Organização Mundial da Saúde - OMS - cerca de 10% das internações são ocasionadas pela ingestão de fármacos por conta própria. Desse modo, esse hábito se reflete no aspecto cultural já enraizado no país, sendo à automedicação parte do cotidiano brasileiro. Consequentemente, se automedicar pode causar a intoxicação, que em crianças o problema é mais grave, pois estão mais sujeitos a efeitos adversos como alergias fortes.
De maneira semelhante, a venda livre de medicações ocorrem por meio dos chamados Medicamentos Isentos de Prescrição (MIP). À vista disso, não existe fiscalização para controlar essas vendas que são feitas em farmácias e drogarias sem nenhum controle. Portanto, a comercialização que acontece de forma imprudente e perigosa, pode acarretar na dependência dos consumidores.
Compete ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, atuar fortemente por meio de campanhas de concientização nos meios de comunicação e redes sociais, alertando a população sobre os danos causados no organismo humano, uma vez que reduza, assim, os números de casos de internações. Ademais, é necessário que a Anvisa intesifique às fiscalizações nas farmácias e drogarias, barrando à comercialização inadequada de medicamentos, com a finalidade de diminuir às vendas, principalmente dos MIP’s.