Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 12/08/2020

Na série “Euphoria”, de 2019,é retratado a jornada da protagonista Rue, uma adolescente que, por sofrer de distúrbios psíquicos desde a infância, busca nos entorpecentes uma forma de escapar de sua realidade. Entretanto, na sociedade atual, o mau uso de remédios trazem consequências negativas ao indivíduo. Nesse viés, a ausência informacional e a influência virtual são algumas das principais causas para tal problemática. Logo, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa combater essas questões.

Em primeiro plano, é indubitável que a ausência informacional tem sido um campo prolifero para o aumento dos casos de automedicação no Brasil. Segundo o físico britânico Stephen Hawking, o maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas sim a ilusão de ter conhecimento". Sob essa ótica, sabe-se que muitas pessoas pensam saber de algo quando na verdade elas só acham que sabem, assim criando uma falsa sensação do saber na vida de uma pessoa podendo a prejudicar. Nesse ínterim a falta do saber na vida dos seres humanos acarretam vários efeitos negativos a população.   Ademais, cabe salientar que a influência virtual é um grande impulsionador do problema. De acordo com o site G1, uma pesquisa realizada recentemente mostrou que 80% dos brasileiros buscam informações médicas na internet. Nesse âmbito, tal problema ocorre porque as propagandas incentivam a compra dos medicamentos e os indivíduos podem os adquirir facilmente nas farmácias. Entretanto as mídias são vistas como incentivadores do uso indiscriminado de medicações.

Portanto, são inevitáveis ações proativas no embate a essa conjuntura, uma vez que o lamentável cenário atual é prejudicial para a construção de um ambiente saudável. Em vista disso, é imprescindível que o Ministério da Saúde- principal órgão intermediador de políticas econômicas no país-, por intermédio de campanhas, conscientizar a população da automedicação, a fim de evitar um resultado negativo a usar remédios. Além disso, cabe ao Governo Federal, por meio de subsídios tributários estaduais, investir em sites seguros com profissionais da área da saúde confiáveis para obter informações sobre os remédios, com o designo voltado para uma melhor qualidade de vida a população. Dessa forma, tais atitudes direcionarão para uma realidade comportamental preferível de uma sociedade.