Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/08/2020
Conforme identificado pelo site G1, o Brasil é o campeão mundial no uso de fármacos sem prescrição médica, sendo uma prática comum a, praticamente, 90% da população. Semelhante a pesquisa, na realidade brasileira contemporânea, notam-se diversos efeitos negativos ocasionados pela automedicação. Com isso, a legislação fragilizada pela falta de fiscalização, bem como a mídia(influência) frente a tal problemática corroboram para o uso inadequado de medicamentos.
Em primeira análise, constata-se o avanço da venda ilegal dos medicamentos impróprios. Nesse sentido, o levantamento feito pelo ICTQ (Instituto de ciências Tecnológica e Qualidade), 42% do lucro das principais corporações farmacêuticas do Brasil são provenientes de medicamentos vendidos sem receitas médica. Nisso, observa-se como a falta de estímulo da fiscalização apropriada na sociedade estimula o indivíduo adquirir medicamentos sem prescrição, permitindo à pessoa usar um medicamento por indicação própria.
Além do mais, vale ressaltar a influência da mídia sobre a medicação inconsciente do indivíduo. De acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sintox), os medicamentos são responsáveis por 28% de todas as notificações de intoxicação. Desse modo, nota-se, que a influência da mídia impulsiona a se autodiagnosticar por meio do “Doutor Google”, pelo fato de divulgar somente seus benefícios, ocultando os riscos quanto á automedicação. Portanto, o resultado disto é a influência negativa nas prescrições, tendo o consumo indevido e o aumento no número de intoxicações medicamentosas.
Portanto, cabe ao Governo Federal - instituição de alta relevância para o país - supervisionar o fornecimento de antibióticos, potencializando uma lei já existente sobre a venda sem receita, a fim de evitar abuso dessas substâncias e a distribuição para outras pessoas, melhorando dessa maneira a fiscalização. Paralelo a isso, o Ministério da Saúde deve propagar conteúdos instrutivos a respeito da ação de se automedicar, mostrando suas consequências e perigos em torno do ato, por intermédio de mídias televisivas e sociais, visando incentivar a sociedade a combater a gestão de remédios sem o auxílio do médico. A partir dessas intervenções, será possível amenizar a problemática da automedicação no Brasil.