Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 12/08/2020

Conforme identificado pelo site G1, o Brasil é o campeão mundial no uso de fármacos sem prescrição médica, sendo uma prática comum a, praticamente, 90% da população. Diante disso, a conjuntura dessa análise caracteriza-se no Brasil atual, haja vista que a automedicação ainda é muito forte. Essa realidade se deve, essencialmente, à falsa sensação de sabedoria e ao interesse das empresas farmacêuticas.

Sob esse viés, é importante ressaltar que, os medicamentos tomados sem prescrição ou orientação médica, são perigosos. Nesse sentido, “O maior inimigo conhecimento não é a ignorância, mas sim a ilusão de ter conhecimento”. Na citação proferida por Stephen Hawking, físico britânico, é exposto o perigo da falsa sensação do saber na vida de uma pessoa. Com isso, nota-se que a falsa sensação de sabedoria pode levar a pessoa à ingerir medicamentos que ela julga ser inofensivo, mas na realidade pode ser muito prejudicial.

Nessa lógica, cabe ressalvar que, o interesse empresarial das farmácias é bem crítico. Contudo, Segundo o sociólogo Theodor Adorno, ao sistema capitalista, o homem interessa tão somente quanto consumidor, reduzindo, assim, a humanidade na indústria de consumo. O proveito empresarial em cima dos cidadãos, é um potente fator no abuso da automedicação, pois, é muito incomum o farmacêutico deixar de vender o medicamento e dar as instruções para procurar uma ajuda médica. Desse modo, é cabível propôr uma solução que reduza essa situação

Por fim, cabe ao farmacêutico, aderir o hábito de instruir as pessoas sobre os remédios, para que elas saibam de fato o que estão comprando, por meio de um catálogo informando os efeitos, benéficos e maléficos, sobre o medicamento desejado, a fim de que a pessoa fique ciente do que estará ingerindo. Paralelo a isso, cabe ao MS (Ministério da Saúde)-órgão responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltados para a promoção, a prevenção e a assistência à saúde dos brasileiros-obrigar as corporações a vender medicamento de forma mais controlada, isso se daria por via de um decreto federal, com o propósito de que a população não abuse de compras realmente desnecessárias.