Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/08/2020
O escritor e jornalista Eduardo Bueno aborda em seu livro ‘‘Vendendo Saúde’’ o fato da indústria farmacêutica, desde o império brasileiro, trabalhar para criar uma reserva de consumidores e solidificar no imaginário popular a necessidade do uso de remédios. Diante disso a conjuntura da análise configura-se no Brasil atual, haja vista que a ausência de informações na venda de medicamentos e a influência das mídias sobre o público, possam acarretar em sérios riscos à saúde de quem os adquiri. Essa realidade ainda pouco abordada.
Sob esse viés, é importante ressaltar que a falta de informação sobre os medicamentos vendidos sem prescrição médica são um perigo constante. Nesse sentido, “o maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas sim a ilusão de ter conhecimento”. Na citação proferida por Stephen Hawking, físico britânico, é exposto o perigo da falsa sensação do saber na vida de uma pessoa. Com isso, é possível se observar o mesmo na população já que muitos, ainda utilizam medicamentos sem receita, o que no futuro pode resultar em problemas mais graves à saúde. Como por exemplo, o uso de vitaminas e analgésicos, que em excesso podem causar distúrbios neurológicos e lesões na mucosa gástrica.
Além disso, é importante ressaltar o importante papel que a mídia exerce na venda de medicamentos sem prescrições médicas. Desse modo, as empresas farmacêuticas utilizam a propaganda não só para que seus produtos fiquem reconhecidos, mas também para que estimule o consumo, muitas vezes sendo posta uma imprescindibilidade sobre o medicamento. Como também, a disseminação é de grande importância para o comércio farmacêutico, porém é necessário maior atenção aos tipos de publicidade e as informações que chegam aos consumidores.
Portanto, para que a automedicação dos brasileiros seja de forma segura, cabe aos farmacêuticos dar uma maior orientação aos pacientes, tendo uma maior afinidade para com os mesmo estabelecendo uma confiança, para que assim o resignado tenha uma melhor orientação de como usar corretamente o medicamento. Paralelo a isso, cabe a Anvisa, uma maior fiscalização da mídia no que diz respeito as informações que chegam aos consumidores, a fim de que a automedicação seja algo seguro.