Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 12/08/2020
Hodiernamente, as pessoas estão debatendo muito sobre a automedicação. Elas compram, consultam-se e se auto medicam por meio da rede mundial de celulares ou computadores. Esses cidadãos, na maioria das vezes, não têm capacidade para se auto medicar e acabam descartando problemas mais complexos com variáveis enormes no tratamento e além disso, pode também ajudar na criação de bactérias cada vez mais resistentes. Logo, medidas devem ser tomadas, a fim de que os remédios sejam usados de maneira mais consciente.
Em primeira análise, deve-se ressaltar que todos os remédios possuem riscos, caso sejam utilizados de forma indevida. Entre os mais comuns, pode-se destacar dependência e a combinação inadequada, que pode anular ou potencializar o efeito de determinadas substâncias. Outrossim, em casos mais graves, o hábito de usar remédios sem acompanhamento de um médico pode resultar em mortes. Conforme um estudo realizado pela Abifarma (Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas), no ano de 2006, cerca de 20 mil brasileiros morrem anualmente, devido a esse costume. Nesse sentido, é necessário conscientizar a população sobre os perigos dessa prática.
Ademais, o consumo descontrolado de antibióticos está associado ao aparecimento de superbactérias. Esses seres estão cada vez mais resistentes aos medicamentos disponíveis e podem causar diversas doenças como diarreia, pneumonia e gonorreia. Segundo informações divulgadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no ano de 2012, foram quase 10 mil casos de enfermidades em decorrência de bactérias desse tipo. Dessa forma, é imprescindível que haja um maior controle sobre a venda e distribuição desses fármacos.
Portanto, fica evidente que a automedicação é uma questão de saúde pública e, apesar de não haver soluções imediatas para resolver esse problema, providências precisam ser realizadas.Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Governo, atuar no combate desse hábito, por meio de campanhas realizadas por profissionais da saúde, nas escolas e nas residências, que possam explicar a população que remédios devem ser utilizados com a indicação de um médico e os riscos de se automedicar, com o propósito de conscientizar todos sobre essa questão. Além disso, também é dever do Governo Federal, controlar o fornecimento de antibióticos, por meio de uma lei que proíba a venda sem receitas e obrigue os farmacêuticos a fornecerem apenas a quantidade estipulada pelo médico, com o intuito de evitar abuso dessas substâncias e a distribuição para outras pessoas. Assim, a automedicação será um hábito cada vez menos recorrente.