Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 12/08/2020
Na série “Sob Pressão”, exibida pela Rede Globo, é retratada a rotina exaustiva de médicos emergencistas, dentre eles, Evandro, que realiza a automedicação para seus transtornos de ansiedade, por meio de um medicamento tarja preta. Entretanto, apesar de se tratar de uma ficção, a obra parece refletir, em parte, a realidade do século XXI, uma vez que, na atualidade, a problemática da automedicação se mostra presente na sociedade brasileira. Nesse âmbito, pode-se analisar que o impasse persiste pela ausência informacional e pela negligência comercial.
Deve-se, pontuar, de início, que a falta de informação, configura-se como grave empecilho no que diz respeito a automedicação no Brasil. De acordo com a pesquisa do Instituto Datafolha, 77% da população brasileira faz o uso da automedicação. Em vista disso, nota-se o problema em questão por conta da alta taxa de pessoas afetadas. Além disso, devido à falta de informação acerca da automedicação, muitas pessoas sofrem graves sequelas por conta da ingestão de remédios sem prescrição médica.
Sabe-se ainda acerca dessa temática, a importância da abordagem adequada na publicidade dos medicamentos. De acordo com a lei 9.244/96, é liberada a propaganda de remédios categorizados pelo Ministério da Saúde como de melhora momentânea e de livre comércio, desde que sejam inseridos avisos quando em excesso. No entanto, isso muitas vezes não ocorre na prática. Por conseguinte, muitas pessoas consomem remédios sem necessidade pela negligência comercial.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Governo Federal, deve, em parceria com o CONAR(Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), implementar campanhas publicitárias sobre o uso de medicamentos com prescrição médica adequada a fim de informar a população sobre os efeitos negativos da automedicação. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde promover palestras nas escolas sobre os riscos que a medicação sem receita pode oferecer, para que não só as crianças mas também os pais possam aprender sobre esse assunto tão importante. Dessa maneira poder-se-á formar uma nação mais informada e livre da automedicação.