Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/08/2020

A série “Euphoria”, lançada em 2019, retrata a jornada de Rue, uma adolescente que desde pequena sofre de distúrbios psíquicos, e por isso busca nos entorpecentes uma fuga da realidade. Tal cenário é similar com a realidade brasileira, uma vez que a automedicação é um problema constante na sociedade. Assim, pode-se dizer que a influência midiática e, e também a negligência comercial, atuam como forças no problema.

Á priori, no Brasil, 79% das pessoas com mais de 16 anos afirmam tomar medicamentos sem prescrição médica ou farmacêutica, de acordo com Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ). Isso acontece, parcialmente, por causa da grande influência que a mídia carrega sobre a população. A exemplo disso, existem as propagandas de medicamentos, que acabam gerando a compra de produtos que não devem ser consumidos sem a consulta de um médico.

Além disso, o descuido comercial faz com que a venda de fármacos seja bem mais rápida e fácil do que deveria ser. Por exemplo, uma mulher de Lages, morreu após ingerir pílulas para emagrecer, que foram compartilhadas em um grupo de Whatsapp, de acordo com a NSC TV. Fica evidente, assim, que o acesso à esses remédios é descomplicado, e a negligência dos comerciantes e farmácias é algo que precisa urgentemente ser controlado.

Portanto, medidas para que o consumo de medicamentos sem a prescrição de um médico seja limitado e moderado, devem ser tomadas assim que possível. Para que esse hábito seja aos poucos inexistente, o Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) deve fiscalizar as propagandas para que todas tenham um aviso dos efeitos colaterais de cada fármaco. E também, cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) monitorar as vendas de produtos farmacêuticos em farmácias e drogarias, para que o problema seja contido com mais facilidade e cuidado.