Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 12/08/2020

Automedicação é a prática de ingerir medicamentos sem o aconselhamento de um profissional qualificado da área de saúde. Desse modo, por conta da herança cultural passada de geração em geração, somada com o reforço do ato através dos meios de comunicação, o brasileiro foi condicionado a fazer uso de medicamentos por conta própria. Não obstante, infelizmente, o que poucos sabem é que há diversas consequências da automedicação, como a dependência e a intoxicação.

Primeiramente, a herança cultural é um dos fatores para que esse problema persista, afinal, é algo muito comum na cultura do brasileiro tomar analgésicos ao menor princípio de dor de cabeça, ou ser receitado pelo próprio balconista da farmácia. Outro fator de suma importância são as propagandas de remédio nos meios de comunicação. Elas estão por muitas vezes induzindo o telespectador a fazer uso do remédio antes mesmo de consultar o médico. Ou seja, é a famosa frase: “Ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado.”.

Além disso, a falta de informação é crucial para que as pessoas continuem alimentando esse hábito. No brasil a intoxicação por medicamento ocupa o primeiro lugar na lista dos principais causadores de intoxicação no país segundo o Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas. Como disse Paracelso, revolucionário da medicina e físico do século XV: “Somente a dose correta diferencia o veneno do remédio.”.

Em vista dos fatos apresentados, para reduzir a quantidade de pessoas se automedicando, O Ministério da Educação deve investir na educação base, para que assim desde cedo as crianças saibam que existe sim a dependência por medicamentos e é algo muito grave e recorrente. Além disso, a OMS pode ter maior rigor fiscalização e melhor controle das propagandas de remédio nos meios de comunicação para que as pessoas fiquem cientes em relação a intoxicação por remédios. Assim, formar-se-á uma sociedade mais informada e capacitada quando se trata de automedicação.