Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/08/2020
A série “Sob Pressão”, exibida pela Rede Globo, é retratado a rotina exaustiva de médicos emergencistas, dentre eles, Evandro, que realiza a automedicação para seus transtornos de ansiedade, por meio de um medicamento tarja preta. Diante disso, no atual contexto brasileiro, são levantadas inúmeras hipóteses sobre os motivos pelos quais muitos indivíduos se automedicam, e se isso é correto ou não. Nesse viés, observa-se que essa problemática é decorrente da ausência informacional e da influência negativa por conta da mídia.
Em primeiro plano, a fragilização informacional gerou a despreocupação das pessoas em relação ao uso de medicamento sem prescrição médica, e parte delas acabaram tendo problemas por causa disso. Nessa linha de raciocínio, de acordo com o sociólogo Theodor Adorno, ao sistema capitalista, o homem interessa tão somente quanto consumidor, reduzindo, assim, a humanidade na indústria de consumo. Em virtude disso, muitas pessoas acabam não tendo acesso a devidas informações, causando assim impactos imensuráveis quando se trata da problemática apresentada, pois isso acarreta sequelas irreversíveis na vida de alguns indivíduos. Logo, como resultado, alguns sequelados entrarão em estado de óbito pelo excesso de medicamentos mal utilizados.
Ademais, a influência negativa por parte da mídia, é um dos principais motivos pelos quais muitos adolescentes fazem o uso de automedicação, em busca de atingir padrões de beleza. Nessa sequência, como preconizado pelo filósofo Santo Agostinho, o ser humano está constantemente buscando a satisfação em uma tentativa de preencher seu vazio existencial infinito com coisas finitas. Nessa perspectiva, muitos querem chegar à estética perfeita com a utilização de medicamentos por conta própria e acabam não percebendo as consequências que aquilo pode gerar futuramente. Por conseguinte, essas pessoas as quais são influenciadas pela internet acabam se viciando em remédios, gerando muitos casos de intoxicação.
Diante dos fatos supracitados, fica evidente a necessidade de medidas para amenizar esse impasse. Portanto, é fundamental que o Ministério da Cidadania – que corresponde ao setor governamental responsável pelo desenvolvimento social público do país – por meio de propagandas, informe a sociedade sobre os riscos que a automedicação propõe, com intuito de diminuir o número de pessoas carentes informacionalmente. Além disso, o Ministério da Educação deve criar palestras para jovens e adultos, procurando informar os malefícios que o uso sem prescrições de substâncias voltadas à melhora da estética podem causar, com objetivo de diminuir a quantidade de indivíduos intoxicados nas UTI’s. Com isso, ajudar-se-á a atenuar a taxa de cidadãos que se automedicam na sociedade brasileira.