Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/08/2020
Na série “Euphoria”, de 2019, é retratada a jornada da protagonista Rue, uma adolescente que, por sofrer de distúrbios psíquicos desde a infância, busca nos entorpecentes uma forma de escapar de sua realidade. Atualmente, como apresentado na série muitas pessoas realizam a automedicação, denotando, assim a volta da ameaça à saúde pública. Com isso, a influência virtual e a falsa sensação de sabedoria são algumas das principais causas que contribuem para essas questões. Logo, hão de ser analisado tais fatores, a fim de que se possa combater tal problemática.
Em primeiro plano, vale destacar que a influência virtual acarreta alguns problemas ligados a automedicação já que ao pesquisar algum sintoma ou o nome de uma patologia específica na internet, o consumidor se depara com uma infinidade de páginas sobre o assunto e com fontes duvidosas. Segundo a pesquisa TIC Domicílios, aproximadamente 46% dos usuários de internet no Brasil pesquisam informações sobre saúde na rede. Em suma, erros de dosagem ou de medicação podem agravar o problema ou provocar outros piores. Desse modo, é prejudicial a persistência desse fenômeno com tal frequência.
Paralelamente a isso, não há como negar que a falsa sensação de sabedoria sobre medicamentos e a necessidade de melhoria agrava problemas. Acerca disso, conforme pesquisa sobre o Comportamento da dor Paulista, realizada em 2014 pelo instituto de pesquisa de Hibou, o brasileiro da região sudeste é o que mais se automedica de forma indiscriminada e sem medo das possíveis consequências. No entanto, é válido reconhecer que tal prática não é recomendável e poderá trazer danos permanentes para a vida do indivíduo. Por exemplo, a ingestão de antibióticos, o qual sem o devido acompanhamento médico, pode aumentar a resistência bacteriana.
Infere-se, portanto que medidas devem ser tomadas para combater esses entreves. Assim, é de extrema importância que a Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, fiscalize com mais intensidade todos os sites e aplicativos, por intermédio de uma cobrança maior de multa, visando obter informações confiáveis. Outrossim, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Saúde divulgar propagandas de caráter pedagógico em outdoors, na televisão e na internet sobre a importância das receitas prescritas por médicos, a fim de estabelecer a conscientização social sobre tais atos. Feito isso, será amenizada certas dificuldades vivenciadas nos dias atuais.