Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/08/2020
Automedicação em debate no século XXI
A automedicação é uma prática cada vez mais comum, sobretudo, em virtude da facilidade de acesso a informações na internet, causando uma falsa sabedoria do indivíduo. Todavia, infelizmente, esse costume pode ocasionar diversos riscos a saúde. Segundo o Datafolha 77% da população brasileira pratica automedicação, sendo assim, urge a análise e a resolução desses entraves apresentados.
Em países com o sistema de saúde precário como o Brasil, com falta de atendimento ao povo, resulta da população buscar soluções alternativas como a internet, preferindo pôr a própria integridade em risco. O problema do uso da internet pelos usuários é a qualidade e a segurança sobre a informação que recebem, causando assim, uma falsa sabedoria do indivíduo. Ainda, a superdosagem medicamentosa pode levar o indivíduo à morte.
Além disso, ressalta-se que o acesso à informação sobre doenças, principalmente por meio de pesquisas online no “Google”, potencializa a automedicação. Cabe o SUS (Sistema Único de Saúde) buscar soluções para que não haja uma outra influência de informação alternativa. De acordo com a Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas (Abifarma), anualmente, são registradas cerca de 20 mil mortes por automedicação no país, fato que não pode ser ignorado, uma vez que se torna um problema de saúde pública.
Portando, evidentemente, a automedicação é uma questão de saúde pública e, apesar de não haver soluções imediatas para a resolução esse problema, providências precisam ser realizadas. Diante do exposto, faz-se necessário uma melhor oferta nos serviços de saúde, tanto quanto na divulgação de informações a respeito das consequências da automedicação. Cabe o Governo através do Ministério da Saúde aumentar a oferta de atendimentos na atenção básica, visto que se trata da porta de entrada preferencial ao sistema de saúde.