Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/08/2020

Na série norte-americana “Grey’s Anatomy” é abordado o caso fictício de uma paciente que por fazer o uso descontrolado de um medicamento, começa a sofrer inúmeras consequências psicológicas como por exemplo, dores e disfunção renal, acarretando em malefícios a saúde. Sendo assim, não distante da realidade contemporânea a história reflete grande número de ocorrência similares resultantes da automedicação no brasil em pleno século XXI, tendo como principais problemáticas o precário sistema de saúde pública uso indiscriminado de remédios.

Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido à falta de desempenho das autoridades e o precário e difícil atendimento nos hospitais públicos, as pessoas recorrem a fontes rápidas, como a internet e se automedicam, ato que muitas vezes prejudica muito mais, e pode piorar o estado de saúde.

Segundo o biólogo inglês Charles Darwin, a evolução é fruto da seleção dos mais adaptados e, atualmente, o neodarwinismo demonstra que essas características colaboram para a reprodução e aprimoramento genético da espécie mais resistente. Ademais, as consequências do uso indiscriminado e indevido de fármacos são a seleção natural e a intoxicação dos indivíduos. Desse modo, quando indiscriminadamente utilizado, os antibióticos, por exemplo, selecionam as bactérias mais resistentes e comprometem o organismo humano causando infecções mais graves e intoxicações.

Portanto, medidas estratégicas são necessárias para resolver a questão. Dessa forma, o Ministério da Saúde deve proporcionar melhores atendimentos nos postos de saúde e hospitais com contratação de mais profissionais, que em parceria com o Ministério da Educação realizem palestras nas escolas que alertam sobre os perigos da automedicação. Logo, é papel da Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão máximo responsável pelas questões acerca do desenvolvimento saudável, realizar palestras e propagandas expandindo informações sobre os perigos do uso indevido de fármacos, por meio de instituições públicas de saúde, destacando a importância de ir a unidades básicas de saúde sempre que necessário.