Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/08/2020
De acordo com o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade(ICTQ) calcula-se que no Brasil 79% das pessoas com mais de 16 anos admitem tomar medicamentos sem prescrição médica ou farmacêutica. Desse modo, nota-se que a questão da automedicação no séc.XXI requer debates sobre os problemas que podem ser causados na sociedade. Tendo como as principais causas a grande influência da mídia e a negligência comercial.
Para a Organização Mundial da Saúde, as intoxicações pela automedicação representam 10% das internações hospitalares, fato que comprou que grande parte da população faz uso irresponsável de substancias que deveriam ser prescritas por profissionais da área da saúde. As propagandas de medicamentos exercem uma grande influência na decisão do consumidor em fazer o uso dos remédios quando apenas divulgam os benefícios sem informar os perigos do uso inadequado destes produtos.
Pesquisas feitas pelo ICTQ apontam que 48% dos balconistas de farmácia prescrevem medicamentos para a população. Isto comprova o descaso com que as grandes e pequenas redes de farmácias tratam este assunto, contribuindo de maneira negligente com uma situação que põem em risco a saúde da população. A busca por lucros cada vez maiores faz com que essas empresas ignorem as diretrizes da OMS e continuem oferecendo medicamentos sem a devida necessidade.
Para amenizar os efeitos dessa grande problemática é preciso que a população saiba discernir qual medicamento é de fato necessário e se não seria mais adequado se consultar com um profissional capacitado para indicar o melhor tratamento. O Estado deve também promover maior fiscalização das campanhas publicitárias para que estas informem não só os benefícios mas também os perigos dos remédios que estão divulgando. Dessa forma, o obstáculo que a automedicação provoca na população será contido.