Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/08/2020

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a automedicação está relacionada ao uso de medicamentos por conta própria, sem a devida prescrição feita por um profissional de saúde. Contudo,  esse ato possui riscos extremamente sérios a saúde, visto que os medicamentos podem causar inúmeras  consequências e efeitos colaterais. Desse modo, faz-se necessário  apontar os principais causas da ingestão de remédios sem a orientação de um especialista, com destaque não somente ao precário sistema de saúde no Brasil, mas também a facilidade de adquirir medicamentos.

Em primeiro plano, é importante destacar a influencia do sistema nacional de  saúde pública na automedicação, em virtude do fato de não conseguir atender toda a população de forma eficaz. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 10% das internações estão relacionadas à intoxicação causadas pelo uso de medicamentos de forma incorreta. Diante disso, os indivíduos após não obterem atendimento médico nos serviços de saúde, recorrem ao uso de substâncias sem receita médica, tomando-as após pesquisar na internet os remédios eficazes para seus sintomas.

Ademais, cabe analisar que o comércio farmacêutico é um grande facilitador quando se trata da automedicação. Segundo o jornal Estado de Minas, as denúncias de farmácias vendendo antibióticos sem receita vem crescendo cada vez mais hodiernamente. Isso porque é comum encontrar nas farmácias pessoas falando seus sintomas para o farmacêutico, que acabam recomendando os medicamentos adequados para o suposta doença, mesmo não sendo o profissional adequado para esse tipo de prescrição. Dessa forma, verifica-se o mercado ilegal da venda de medicamentos sem receituário como um dos principais problemas a respeito dos perigos da automedicação.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para se solucionar a questão da automedicação no Brasil. Nesse sentido, embora haja normas quanto ao acesso a alguns medicamentos, a fiscalização não é suficiente para impedir que as restrições sejam burladas. Por conseguinte, caberia ao Ministério da Saúde a criação de meios de fiscalização das vendas de remédios em farmácias que sejam mais eficazes, a fim de garantir que as normas sejam cumpridas. Caberia, também, o investimento em politicas publicas que facilitassem o acesso da população a exames e profissionais de saúde qualificados . Dessa forma, pode-se obter uma qualidade de saúde publica melhor.