Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/08/2020

Conforme identificado pelo site G1, o Brasil é o campeão mundial no uso de fármacos sem prescrição médica, sendo uma prática comum a, praticamente, 90% da população. Entretanto, tal ato pode ser muito prejudicial à saúde, causando alergias e intoxicações. Assim, pode-se dizer que não só a influência da mídia, mas também o descaso governamental frente a tal problemática corroboram para a manutenção da mesma.

Em primeiro plano, vale ressaltar que, apesar do crescente aumento dos investimentos na área da saúde, ainda sim muitas pessoas preferem pesquisar um medicamento na internet do que ter que aguardar para ser atendido no SUS (Sistema Único de Saúde). Segundo Stephen Hawking, físico britânico “O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas sim a ilusão de ter conhecimento”. Dessa forma, entende-se que artigos de automedicação podem facilmente manipular o povo.

Paralelamente à essa ascendência da mídia, é fundamental também levar em conta a falta de influência do Estado em relação ao uso inadequado de medicamentos. Para o sociólogo Foucault, as relações de poder são exercidas a partir de seus mecanismos ideológicos e atuam como uma força que coage, disciplina e controla as pessoas. Portanto, fica claro a força do Governo frente a tal problemática.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade da realização de ajustes na sociedade em relação ao uso de medicamentos sem prescrição médica. Assim, o poder legislativo deve agilizar a tramitação da proposta de lei que proíbe a propaganda de medicamentos ao público em geral, a fim de desestimular a procura exagerada de fármacos. Outrossim, é inexorável que o Governo Federal amplie o acesso à saúde pública, isso pode ser feito através da abertura de mais vagas nos cursos de medicina, a fim de formar mais médicos ou, por meio de programas desenvolvimento de uma infraestrutura de saúde mais democrática, construir mais unidades básicas de saúde.