Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/08/2020
A automedicação é uma prática comum no Brasil. Com a nova pandemia do Coronavírus, farmácias mostram que o fluxo de clientes se automedicando aumentou em mais de 60%, mesmo com profissionais da saúde tendo alertado sobre o perigo dessa ação. No entanto, há uma boa parcela da população que não sabe o mal que essa prática pode fazer ao corpo, já que no Brasil a fiscalização não é suficiente e muitas famílias não tem o acesso a informações confiáveis.
Em primeiro plano, vale destacar sobre a lei nº 2848 de dezembro de 1940, que proíbe o fornecimento de medicamentos sem receita médica. Todavia, pode-se encontrar inúmeras farmácias e revendedores que fornecem remédios que precisam de receita, mesmo que isso possa os levar a prisão por até 3 anos ou ao fechamento da farmácia. Bem como a fiscalização por parte do governo muitas vezes é ausente nas pequenas cidades, essa negligenciação facilita a comercialização ilegal de certos medicamentos.
Concomitamente, a população é muito influenciada pela palavra de profissionais da saúde. Devido a um medo provocado pela falta de informação sobre uma possível cura ou vacina, as pessoas procuram cada vez mais por algo que os ajude a se prevenir. Atualmente, os remédios que mais estão sendo falados são a Invermectina, a Cloroquina e a Vitamina C, que mesmo não havendo uma confirmação científica de que os três são eficazes para o tratamento ou a prevenção muitos médicos e farmacêuticos receitam eles para os pacientes apavorados, possivelmente resultando em sérias complicações como uma intoxicação ou até algo mais sério que pode levar o paciente à paralisia ou até a morte.
Sendo assim, é de extrema importância pesquisar por comprovações sérias e científicas, também denunciar campanhas falsas e que incentivam a automedicação. Além disso, o papel do ministério da saúde é auxiliar na medida do possível a população com relação aos cuidados que devem ser tomados em tempos de pandemia, dentro de todas as leis.