Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/08/2020

Conforme identificado pelo site G1, o Brasil é o campeão mundial no uso de fármacos sem prescrição médica, sendo uma prática comum a, praticamente, 90% da população. Nesse contexto, a automedicação é um risco à vida, visto que pode causar problemas de saúde, como intoxicação, reações alérgicas e até a morte. Desse modo, faz-se imperioso apontar os principais perigos da autoprescrição, com destaque não somente à facilidade de adquirir medicamentos, mas também ao precário sistema de saúde.

Cabe considerar, a princípio, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a utilização responsável de medicamentos isentos de prescrição faz parte de um dos pilares do autocuidado, como no combate à dor de cabeça e resfriados. E também aqui em nosso país nas farmacias é meio que  normal ver pessoas narrando seus sintomas para o farmacêutico, que recomenda o medicamento adequado para o suposto quadro clínico, mesmo não sendo um profissional apto para esse tipo de prescrição. Dessa forma, verifica-se o mercado ilegal da venda de medicamentos sem receituário como um dos principais problemas a respeito dos perigos da autoprescrição.

Ademais, é importante ressaltar a deficiência da saúde pública brasileira na influência do ato de automedicação, em virtude do fato de não conseguir atender toda a demanda populacional. De acordo com dados da Organizacão Mundial de Saúde (OMS), 10% das internações estão relacionadas à intoxicação causadas pelo uso de medicamentos de forma incorreta.

Portanto, caberia ao Ministério da Saúde a criação de mecanismos de fiscalização das vendas em farmácias que sejam mais eficazes, a fim de garantir que as normas sejam cumpridas, também o investimento em campanhas na televisão e na Internet com informações sobre as consequências da automedicação para conscientizar grande parte da população.