Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/08/2020

De acordo com a pesquisa “O Comportamento da Dor do Paulista”, de 2014 pelo Instituto de Pesquisa Hibou, o Brasil é recordista em automedicação. Em correlação a isso, os medicamentos são o principal agente causador de intoxicação em seres humanos no país desde 1994, chegando a levar mais de 60 mil pessoas ao hospital em aproximadamente cinco anos, segundo o Conselho Federal de Farmácia. Levando os dados citados em conta, nota-se a necessidade de abordar a despreocupação do brasileiro em relação aos medicamentos e a banalização dos mesmos.

Em 2014, o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICQT) iniciou uma pesquisa sobre a automedicação no país. Já em 2018, os pesquisadores chegaram a conclusão de que 79% das pessoas com mais de 16 anos admitem tomar medicamentos sem prescrição médica ou farmacêutica. Levando tais informações em conta, a despreocupação do brasileiro é deveras perceptível e também alarmante para o Brasil. Deste modo, vê-se de extrema necessidade e importância que o povo seja devidamente educado em relação ao uso - ou ao não uso - descriminado dos medicamentos e em relação aos malefícios da automedicação.

Paralelamente aos pontos apresentados no último parágrafo, a pesquisa do ICQT de 2014, aponta que analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares são os três medicamentos mais consumidos por conta própria pelos brasileiros, ocupando 48%, 31% e 26% na pesquisa, respectivamente. Assim tem-se que o povo, graças à “cultura da automedicação”, acaba por banalizar não só o consumo dos medicamentos, mas também banaliza os próprios medicamentos. Tal banalização, também, surgiu graças aos remédios “Genéricos”, cujos são distribuídos em massa por todo o país e possuem um preço mais baixo do que os remédios não Genéricos.

Em suma, percebe-se que a automedicação é capaz de se tornar uma grande problemática, quando não moderada. Desse modo, com o objetivo de conscientizar o brasileiro sobre os malefícios dessa cultura, O Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) devem realizar uma campanha de conscientização em massa. Assim, será possível alertar o povo sobre o perigo das intoxicações e overdoses que o ato de se automedicar traz, e assim talvez, reduzir o número de casos desses mesmos problemas.