Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/08/2020

A diferença entre um remédio e um veneno está só na dosagem. Esta frase de Pracelso. médico e físico suíço do século XVI,descreve,de forma bastante direta, a tênue linha que separa as duas faces que um remédio pode apresentar. Infelizmente,  a automedicação vem aumentando cada vez mais e causando uma serie de consequências negativas. Esse aumento é muito em virtude da falsa sensação de sabedoria que as pessoas possuem e incentivado até mesmo pela própria industria farmacêutica, que acaba visando somente o lucro.

Em primeiro plano é importante ressaltar que com o advento da tecnologia o acesso a informações,nem sempre verdadeiras, ficou muito mais fácil, o que acaba fazendo que muitas pessoas se mediquem de maneira incorreta. “O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas sim a ilusão de ter conhecimento”, na citação proferida por Stephen Hawking,físico Britânico, é exposto o perigo da falsa sensação do saber na vida de uma pessoa. Por consequência dessa falsa sensação de sabedoria muitas pessoa acabam se automedicando, resultando em ainda mais complicações ou até mesmo na morte.

Acrescenta-se ainda o fato de vivermos em uma sociedade capitalista que afeta todas as áreas, até mesmo a industria farmacêutica. Segundo o sociólogo Theodor Adorno, ao sistema capitalista, o homem interessa tão somente quanto consumidor, assim, a humanidade na indústria do consumo. Tal panorama, mostra que essa automedicação desenfreada é benéfica para o setor farmacêutico que por consequência acaba vendendo mais e gerando mais lucro.

Diante dos fatos supracitados, é dever da  mídia promover campanhas de conscientização a respeitos dos malefícios que a automedicação traz. Além disso, o Estado deve fomentar a promoção de debates,a respeito da automedicação, na mídia para que a população saiba dos pros e contras que essa ação pode ter. Poder-se-á, assim, formar uma população mais bem instruída e com maior censo crítico.