Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/08/2020

Conforme indicado pelo site G1, o Brasil é campeão mundial no uso de fármacos sem prescrição médica, sendo uma prática comum a, praticamente, 90% da população. Com base nisso, os debates sobre automedicação no século XXI tornaram-se relevantes nos últimos anos, levando profissionais da saúde a alertarem com urgência os prós e contras dessa atividade. Entre as principais causas, destacam-se a ausência informacional bem como o interesse de empresas farmacêuticas.

Em primeiro plano, é imprescindível compreender que a automedicação está relacionada à ausência informacional da sociedade perante os efeitos colaterais dos medicamentos, os quais, somente especialistas possuem plena formação. Assim, ao sentirem dores, a ingestão de medicamentos sem recomendação médica faz-se presente, causando complicações no organismo dos enfermos que, sem a análise de doutores que consideram todo os histórico do paciente, acabam agravando seu quadro. Nessa perspectiva, quando Mandela cita que “A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”, pode-se afirmar que a situação só poderá ser revertida com a consulta à profissionais da área.

Somado a isso, é necessário considerar que o interesse das grandes empresas farmacêuticas impulsionam a automedicação desgovernada. Sob esse viés, segundo o sociólogo Theodor Adorno, ao sistema capitalista, o homem interessa tão somente quanto consumidor, reduzindo assim, a humanidade na indústria de consumo. A partir desse pensamento, observa-se a ambição das companhias em maximizar seu lucro com incentivo midiático, provendo o consumo de tais substâncias, ditas como “milagrosas”, sem de fato haver o uso responsável sob acompanhamento médico. Nesse contexto, torna-se evidente que a saúde da população brasileira é negligenciada, visto que esse consumo corrobora para que haja complicações médicas no futuro.

Portanto, com base nos dados apresentados, percebe-se a necessidade de que a população seja informada acerca da nocividade da automedicação. Para contornar essa problemática, o Estado, em conjunto com o Poder Midiático, deve promover, por meio de debates, propagandas e material didático a conscientização do corpo social acerca dos perigos causados pelo consumo de fármacos sem recomendação médica, para que, tal prática irresponsável seja combatida. Paralelo a isso, é crucial que o Ministério da Saúde – órgão de grande relevância nacional – garanta o cumprimento de leis existentes, reforçando as normas estipuladas que garantem o bem estar do cidadão, por meio da fiscalização das empresas responsáveis pela produção e distribuição de medicações, punindo as que se recusarem a atuarem de forma Legal, para que o ato de se auto medicar seja combatido. Por fim, a população vislumbrar-se-á em um futuro próspero e harmonioso.