Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/08/2020
A automedicação é uma prática cada vez mais comum, em virtude da facilidade de acesso a informações na internet. Todavia, esse costume possui riscos sérios, visto que os medicamentos podem induzir inúmeros efeitos colaterais. Além do mais, o uso excessivo de antibióticos sem orientação médica podem resultar no surgimento de bactérias cada vez mais resistentes. Logo, medidas devem ser tomadas, a fim de que os remédios sejam usados de maneira mais consciente.
Nesse âmbito, deve-se ressaltar que todos os remédios causam riscos, caso sejam utilizados de forma inadequada. Entre os mais comuns, pode-se destacar a dependência e a combinação imprópria de remédios, que pode anular ou aumentar o efeito de determinadas substâncias. Outrossim, em casos mais graves, o hábito de usar medicamentos sem acompanhamento de um médico pode resultar em mortes. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde revela que nos últimos 5 anos mais de 60 mil pessoas deram entrada em hospitais por automedicamentos.
Ademais, o consumo descontrolado de antibióticos está associado ao aparecimento de superbactérias. Esses seres estão cada vez mais resistentes aos medicamentos receitados por médicos e podem causar doenças como diarreia, pneumonia e gonorreia. O uso inadequado dos antibióticos (sem critério, em dose, período, ou com indicação incorreta) acelera os mecanismos de defesa das bactérias, perdendo a eficiência do medicamento. Segundo a OMS cerca de 700 mil mortes ao ano são causadas por essas bactérias. Dessa forma, é imprescindível que haja um maior controle sobre a venda e distribuição desses remédios.
Portanto, a automedicação é uma questão de saúde pública e, apesar de não haver soluções imediatas para resolver esse problema, providências precisam ser tomadas. Desse modo, cabe ao Governo, em parceria com o Ministério da Saúde, atuar no combate desse hábito, por meio de campanhas realizadas por profissionais da saúde, que possam explicar a população que remédios devem ser utilizados apenas com receita médica e os riscos de se automedicar. Além disso, também é dever do Governo Federal, controlar o fornecimento de antibióticos, por meio de uma lei que proíba a venda sem receitas e obrigue os farmacêuticos a fornecerem apenas o necessário recomendado pelo médico, com o intuito de evitar abuso dessas substâncias. Assim, a automedicação será um hábito cada vez menos recorrente.